Linkedin, a Plataforma da Microsoft Monitora Ferramentas Instaladas no Chrome

Descubra como a plataforma da Microsoft monitora mais de 6.000 ferramentas instaladas no seu Chrome, criando um perfil detalhado do seu computador e enviando informações para seus servidores sem consentimento e sem aviso na política de privacidade.

SEGURANÇA CIBERNÉTICA

Samuel Campos

4/8/20262 min read

Em abril de 2026, o grupo europeu Fairlinked e.V. publicou uma investigação chamada BrowserGate que revelou um comportamento oculto do LinkedIn: toda vez que você abre a plataforma num navegador baseado em Chrome, um código JavaScript rodando em segundo plano vasculha seu computador em busca de mais de 6.000 extensões instaladas.

O código não pede permissão. Não aparece em nenhum aviso. E não está descrito na política de privacidade da empresa.

Como Funciona na Prática

O LinkedIn injeta um pacote JavaScript de 2,7 megabytes na página. Esse código verifica quais extensões estão instaladas no seu navegador, coleta cerca de 48 características do seu hardware — como resolução de tela, fuso horário e configurações de CPU — monta tudo em um fingerprint único e envia os dados para os servidores da empresa a cada ação que você realiza na plataforma.

A lista de extensões rastreadas cresceu de 38 em 2017 para 461 em 2024 e chegou a 6.167 em fevereiro de 2026 — um aumento de 1.252% em dois anos.

O Que Isso Revela Sobre Você

O problema não é só rastrear software. Dependendo das extensões detectadas, o LinkedIn consegue inferir informações sensíveis: se você está procurando outro emprego usando ferramentas como Indeed ou Glassdoor — no mesmo lugar onde seu chefe te vê, suas crenças religiosas ou orientação política através de extensões específicas, se você tem TDAH, autismo ou usa ferramentas de acessibilidade, e quais ferramentas de vendas sua empresa usa, informação valiosa para mapear concorrentes.

Como você está logado, nada disso é anônimo. Cada dado coletado fica vinculado ao seu nome real, empregador e cargo.

O Que o LinkedIn Diz

A empresa afirmou que o rastreamento serve para identificar extensões que violam seus termos de serviço e proteger a plataforma de scraping. Um gerente de engenharia sênior confirmou a prática em declaração juramentada a um tribunal alemão.

O que a empresa não explicou é por que isso nunca foi mencionado aos usuários.

O Que Você Pode Fazer

Trocar o Chrome pelo Firefox é a medida mais eficaz, já que o mecanismo foi construído para a arquitetura de extensões do Chrome. Não existe opção de desativar o rastreamento dentro do próprio LinkedIn.

Fontes

  • The Next Web — LinkedIn is secretly scanning your browser for 6,000 extensions (abr. 2026) — thenextweb.com

  • Cybernews — LinkedIn secretly injects code to spy on your browser (abr. 2026) — cybernews.com

  • Hackread — BrowserGate: LinkedIn Tracks 6,000+ Browser Extensions (abr. 2026) — hackread.com

  • Cyber Security News — LinkedIn Hidden Code Secretly Searches Your Browser (abr. 2026) — cybersecuritynews.com