Crise da RAM Causa Maior Queda em Vendas de Smartphones da História em 2026
Vendas de smartphones terão maior queda da história em 2026: -12,9%. IA consumindo 60% da produção de RAM elevou preços em 14%. Entenda e saiba se vale esperar.
HARDWAREFERRAMENTAS IA
Samuel Campos
3/3/20262 min read


A mesma crise que elevou os preços de memória RAM em 688% agora atinge em cheio o mercado de smartphones. Segundo a IDC, 2026 registrará a maior queda de vendas da história: 12,9% em relação ao ano anterior. O mercado que comercializou 1,26 bilhão de unidades em 2025 deve cair para apenas 1,1 bilhão este ano, o menor volume em mais de uma década.
O Cenário: Vendas em Queda Histórica
Os números assustam. A retração de 12,9% supera qualquer crise anterior, incluindo a pandemia. Para Nabila Popal, diretora sênior da IDC, a comparação é direta: "As tarifas e a crise da pandemia parecem uma piada em comparação a isso. O mercado de smartphones testemunhará uma mudança sísmica até o fim desta crise."
A situação não deve melhorar antes de meados de 2027, quando a consultoria projeta crescimento tímido de apenas 2%. Uma recuperação mais consistente, com alta de 5,2%, só é esperada para 2028. Até lá, milhões de consumidores vão adiar a troca de celular ou simplesmente desistir de comprar.
A Culpada: IA Consumindo a Produção
A causa raiz é a mesma que explicamos anteriormente sobre o aumento de preços da RAM: data centers de inteligência artificial devorando a produção global de memória. Fabricantes de chips redirecionaram entre 50% e 60% de sua capacidade para atender a explosão de demanda por IA, deixando smartphones sem componentes essenciais.
Com menos chips disponíveis, os preços dispararam. A IDC projeta que o preço médio dos smartphones subirá 14% em 2026, atingindo recorde de US$ 523. Para colocar em perspectiva brasileira, celulares que custavam R$ 2.500 agora facilmente ultrapassam R$ 2.800.
O impacto varia por categoria. Android de baixo e médio custo sofrerão mais, já que fabricantes chinesas como Xiaomi operam com margens estreitas e precisarão repassar custos diretamente aos consumidores. O segmento abaixo de US$ 100 pode se tornar "permanentemente antieconômico", segundo a IDC, excluindo milhões de pessoas do mercado.
Quem Sofre Menos
Apple e Samsung devem atravessar a crise com menos danos. Suas margens de lucro maiores e poder de negociação com fornecedores permitem absorver parte dos custos sem repassar tudo ao consumidor. Tim Cook, CEO da Apple, admitiu que aumentos de preços tiveram "impacto mínimo" na margem bruta durante o trimestre festivo de 2025.
Ainda assim, nem os topos de linha escapam completamente. O iPhone 17 não deve trazer mais RAM que a geração anterior, enquanto a Apple paga o dobro à Samsung pelos chips LPDDR5X em 2026 comparado a 2025.
Vale a Pena Comprar Agora?
A resposta depende da urgência. Se seu celular atual funciona razoavelmente, adiar até meados de 2027 pode resultar em preços melhores. Se precisa trocar agora, prepare-se para pagar mais caro que o esperado.
Uma alternativa é considerar modelos de 2024 ou 2025 em promoção, já que fabricantes tentam liquidar estoques antes de reajustar preços dos lançamentos de 2026. Celulares com 8GB de RAM ainda atendem bem a maioria dos usos, e economizar R$ 500 a R$ 800 pode valer mais que ter o modelo mais recente.
Você está adiando a troca de celular por causa dos preços? Conta nos comentários se vai comprar agora ou esperar a crise passar. Compartilha com quem está em dúvida!
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